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about 1 year ago

Nova NBR 10636-3 estabelece os critérios e métodos de ensaio para avaliar a resistência ao fogo das fachadas-cortina

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O que é uma fachada-cortina?

São fachadas independentes da estrutura principal do edifício, geralmente compostas por vidros, painéis metálicos, perfis de alumínio e uma série de outros componentes. São fixadas na estrutura do prédio (vigas, pilares ou lajes), cobrindo sua parte externa total ou parcialmente, por isso comumente são chamadas de peles de vidro.
  

O que é essa nova norma e por que ela é importante?

Atualmente nossas fachadas pele de vidro atendem às recomendações das Instruções Técnicas dos bombeiros de cada Estado, as quais exigem a presença de selagem perimetral, porém, a parte mais importante, a resistência ao fogo das fachadas em si não é determinada por justamente não haver um método de ensaio de todo o conjunto estabelecido. A partir de agora, podemos conhecer com precisão, o desempenho de nossos sistemas de fachadas durante um incêndio.

A nova NBR 10636-3 estabelece os critérios e métodos de ensaio para avaliar a resistência ao fogo das fachadas-cortina, que atualmente são muito utilizadas em prédios comerciais, corporativos e residenciais por seu apelo estético moderno e eficiência energética. Temos vários modelos de fachadas e seu desempenho em incêndios precisa ser bem compreendido para garantir a segurança dos ocupantes.
 
A norma será essencial para regulamentar os materiais e sistemas utilizados, assegurando que eles sejam capazes de retardar a propagação do fogo entre pavimentos e espaços internos e externos.
 

Como os ensaios de resistência ao fogo serão realizados?

Conforme a classificação da fachada vista acima, a norma define dois tipos de testes principais:
 
Configuração completa (Tipo B) – Testa um módulo completo de uma fachada totalmente resistente ao fogo
Configuração parcial (Tipo A) – Testa componentes individuais ou em conjunto, como:
Selagem perimetral (vedação interna entre a fachada e o pavimento)
Fixação da estrutura (ancoragem da fachada na estrutura)
Painéis de preenchimento e spandrel (partes que “escondem” as vigas e lajes)
 
 

Os ensaios serão feitos em fornos horizontais ou verticais, simulando um incêndio real pelo lado interno e/ou externo da fachada. Termopares medem a temperatura e é acompanhada a deformação dos elementos e propagação das chamas para avaliar se a fachada atende aos critérios mínimos de resistência.
 

Critérios de desempenho

Para que um sistema de fachada seja aprovado, ele deve basicamente:
 
1.    Resistir ao fogo pelo tempo determinado do ensaio, sem falhas estruturais
2.    Impedir a propagação de chamas e fumaça entre pavimentos
3.    Manter a temperatura do lado não exposto dentro dos limites de segurança
4.    Garantir que elementos como as selagens perimetrais sejam eficazes
 

O que essa norma vai mudar na prática?

Fabricantes de esquadrias: deverão desenvolver e testar seus sistemas para comprovar sua resistência ao fogo e a conformidade com a norma.
Bombeiros: Além da presença da selagem perimetral, deverão incluir em suas IT´s de Compartimentação a obrigatoriedade do ensaio das fachadas-cortina, pois é o único meio de saber a resistência ao fogo de todo conjunto.
Consultores e engenheiros: precisarão projetar e especificar sistemas de fachadas que cumpram com os requisitos do TRRF (Tempo Requerido de Resistência ao Fogo) da edificação baseados nos ensaios feitos pelos fabricantes
Construtoras e incorporadoras: terão que seguir fielmente o que for especificado em projeto para garantir maior segurança aos seus usuários e estarem em conformidade
Usuários: estarão mais protegidos contra incêndios, pois terão certeza do desempenho da edificação como um todo
 

Conclusão

A nova norma vem para dar um passo extremamente importante para garantir que os edifícios com fachadas envidraçadas sejam realmente seguros em caso de incêndio. Seguir suas diretrizes significa reduzir riscos, melhorar o desempenho contra o fogo e garantir que as vedações e fixações sejam eficazes e nos tirará do cenário de incerteza que temos atualmente quanto à segurança de nossas fachadas.
 

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