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Posted by Marcelo Mezzanoabout 8 years ago

incêndio,Proteção passiva,sistema corta-fogo,visão geral,segurança

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Com a mudança dos paradigmas de segurança em todas as áreas, muito se discute sobre o tema “Proteção Passiva”, em muitas situações, encontramos profissionais capacitados com anos de experiência, mas que, nunca utilizaram este sistema em suas obras ou projetos passados.


Este assunto vem sendo discutido de forma cotidiana em todos os segmentos, nos dias atuais na medida que nos afastamos dos grandes centros, temos além da falta de conhecimento sobre o assunto, a falta de mão de obra especializada para instalação, que acaba forçando os profissionais envolvidos mesmo sem capacitação, a efetuarem a instalação muitas vezes de forma incorreta, do ponto de vista prático o que é pior, instalar erroneamente ou não instalar o sistema, as duas situações são graves e podem comprometer todo o conceito.


A instrução técnica nº 09 (IT-09/2011) do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo deixa claro, a obrigatoriedade de instalação do sistema, mas, nos deparamos ainda com equipes que estão executando a obra, sem o conhecimento devido desta instrução, o “fire stop” comumente chamado. Outro ponto crucial, está nas informações descritas nos projetos executivos, em muitos casos não aparece sequer a determinação nos shafts por exemplo de “...prever a instalação de proteção passiva...”, e muito pior que isso, determinando a utilização para selagem, de produtos altamente inflamáveis “poliuretano” ou “espuma” por exemplo.


O leque de produtos disponíveis no mercado é grande, mas, devemos levar em conta alguns critérios que são fundamentais para decisão em minha opinião, são eles:

  • Aprovações ou certificações;
  • Durabilidade;
  • Rendimento;
  • Documentações de instalação, e por fim;
  • O custo (valores agregados aos produtos e mão de obra para instalação).


Para muitos, esta sequência está invertida sendo o custo e as documentações de instalação os mais importantes, mas, vamos adiante, seguindo a sequência inicial, cada caso ou situação requerem uma análise detalhada para que possamos avaliar, qual produto será utilizado e quais as aprovações e certificações pertinentes a aquele caso, sem estas documentações não teremos respaldo do fabricante.


Quanto a durabilidade, este quesito é de fundamental importância, o que adianta, instalarmos o sistema hoje e daqui um mês, efetuarmos retrabalhos em decorrência dos materiais utilizados (fissuras, desnivelamentos e etc.), no caso da Hilti, para os produtos a durabilidade assegurada é de 30 anos.

Outro fator de especial destaque é o rendimento, não podemos considerar o valor agregado a um produto sem considerarmos quanto ele tem de rendimento, as vezes a análise é feita pelo tamanho da embalagem e não propriamente pelo que ele é capaz de fazer na aplicação.


As documentações de instalação fazem toda a diferença no final dos trabalhos, esta documentação será disponibilizada para o órgão vistoriador comprovando o que foi feito, se foi efetuada a selagem por completo ou, de acordo com as condições dos locais adotado o conceito de “minimização do risco”, feito somente o que era possível em virtude do acesso e de outras variáveis por exemplo, não basta somente fornecer a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), este é o ponto que mais ouvimos em campo, é preciso conhecer os profissionais que farão a instalação, se conhecem os produtos, se foram capacitados para aquela tarefa, se sabem qual a melhor forma de aplicá-los e etc.

E por fim o custo, a composição do preço está correlacionada a todas as etapas anteriores, se não conhecermos todas as etapas com certeza, teremos “surpresas” mais adiante, sem termos condições de recuperar o tempo perdido na instalação bem como, com os produtos desperdiçados.


Quanto as responsabilidades, mais uma vez vale lembrar que, não estamos tratando somente do patrimônio físico em si, estamos lidando com vidas e todos os envolvidos, são responsáveis pelas decisões tomadas, cada qual com seu percentual de responsabilidade, seja pela instalação de um sistema qualquer ou, por aquele com aprovações e certificações internacionais, a corresponsabilidade deve estar clara a todos os envolvidos e por esta razão, nunca devemos tratar este assunto com simplicidade.

 

Reportagem do Jornal Folha de São Paulo publicada dia 11/05/2018.

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